Guilherme Monteiro em pescaria de trairões no Rio Suiá Miçu.

Quando pensamos em Amazônia, é aberto um imenso leque de possibilidades para pescarmos as mais variadas espécies esportivas de peixes. Uma das espécies mais sonhadas por nós, pescadores, é o pré-histórico Trairão da Amazônia. Também sonha com ele, pescador? Então saiba que o Suiá Miçu é o lugar para encontrá-lo.

Trairões no Suiá Miçu

 

É importante termos um objetivo traçado antes de qualquer viagem, pois existem locais com melhores possibilidades para cada peixe.

Muito embora seja possível fazermos a pescaria de mais espécies, tornando a jornada mais variada, sempre temos um alvo principal e um foco.

Tratando-se de trairões, um dos melhores pontos do mundo é o Suiá Miçu, um afluente do majestoso Rio Xingú. Esse rio de águas límpidas possui uma enorme quantidade de lagoas formadas ao longo de seu leito e, ainda, dois afluentes de beleza singular; o Águas Claras e o Paranaíba, locais onde nos sentimos num verdadeiro aquário natural.

Guilherme Monteiro em pescaria de trairões no Rio Suiá Miçu.

 

Pousada Rio Suiá Miçu

 

A pousada Rio Suiá Miçu é uma ilha de conforto em meio à selva. Situada muito próxima à reserva indígena do Xingú, podemos acessá-la através de pequenos aviões, decolando de Sinop e descendo na pista que fica a 15 minutos.

Também é possível nos aventurar em uma viagem longa por terra a partir de Brasília ou Goiânia, passando pelo município de Querência (MT) e rumando por estrada de chão até o rio. O programa é para quem curte uma aventura, mas para os que querem conforto e agilidade, sem dúvidas a opção aérea é melhor.

No Suiá Miçu podemos fazer uma excelente pescaria de tucunarés, cachorras largas, bicudas e algumas espécies de couro, como a cachara e a pirarara, mas os grandes astros são realmente os grandes exemplares de trairões, que chegam próximos dos 20 quilos, facilmente.

Guilherme Monteiro em pescaria de trairões no Rio Suiá Miçu.

Pescaria no Suiá Miçu

 

A pescaria é muito efetiva, podendo ser feita com iscas artificiais, e ainda com tuviras, variando conforme as condições e a época.

As iscas de superfície do tipo zara, que possuem um barulhento nado em forma de zig-zag, são as favoritas dos trairões, causando uma provocação irresistível aos dinossauros que habitam as águas do Suiá.

Podemos, de qualquer forma, experimentar todas as possibilidades – desde iscas tradicionais, como minnows, até mesmo pescar no fundo usando jigs e iscas metálicas.

É sempre apropriado ouvirmos o guia, que está por dentro do comportamento das espécies. Suas dicas são valiosas nesse sentido.

Guilherme Monteiro em pescaria de trairões no Rio Suiá Miçu.

Onde arremessar

 

Praias, pedrais, pauleiras e remansos são os locais dentro do leito do rio que devemos focar nossos arremessos. O trairão adora ter uma “loca”, região onde fica e caça, e os piloteiros já sabem até o tamanho dos peixes que ali habitam, tantas as vezes que os mesmos já foram capturados e soltos.

Pela parte da manhã, uma dica é arremessar no lado onde bate o sol, e inverter essa lógica à tarde, quando está mais quente.

Ainda temos como local de ação os lagos, alguns com acesso direto do rio, outros que ficam “trancados”, sendo necessário uma aventura em meio à selva para chegarmos lá. São sempre locais muito promissores para buscarmos trairões, então pode valer a pena.

Nos lagos, a regra é varremos as pauleiras e praias, arremessando próximo às margens. Quanto mais dentro dos buracos, melhor, pois aumenta nossas chances de acharmos um grande exemplar em meio a estas estruturas.

 

Entrando nos afluentes

 

Vale reservar um ou dois dias da pescaria para conhecer e entrar nos afluentes Águas Claras e Paranaíba.

Ficando cerca de uma hora de navegação rio acima, estes dois pequenos afluentes translúcidos são de tirar o fôlego, sendo possível fazermos uma pescaria no visual.

É preciso  prestarmos atenção ao nosso planejamento para pescarmos mais e melhor, pois, dada a distância, temos de programar um almoço nas barrancas para não perder mais de metade do dia navegando.

Em ambos afluentes, o papel do guia será de suma importância, pois grandes trairões se escondem em trechos impensáveis, pequenos lagos e rio estreito. Nem podemos crer que ali naquele trecho tão pequeno habitam verdadeiros dinossauros. É realmente singular e vale o esforço de fazer uma expedição bem programada.

A grande verdade é que o Rio Suiá Miçu é um local onde não vamos errar em termos de pescaria. Ele é, sem dúvidas, a casa dos dinossauros e a certeza de conseguirmos uma aventura inesquecível.

Guilherme Monteiro em pescaria de trairões no Rio Suiá Miçu.

Texto: Guilherme Monteiro (Colaborador da Revista Pesca & Companhia e Pro Team Pesca Pinheiros)

 


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