Um dos locais em que mais me sinto em casa, o rio Guaporé, famoso afluente do rio Madeira, faz a divisa entre o Brasil e a Bolívia, passando pelos estados do Mato Grosso e Rondônia, é o habitat de uma das espécies mais lindas de tucunarés que existe em nossos rios, o Tucunaré Pitanga, que tem um colorido especial, que se acentua nas proximidades do período reprodutivo.

O Guaporé é um rio no qual os períodos são bem definidos, e a fase seca, geralmente a partir do mês de julho, é quando fica melhor de pescar os tucunas, que em geral, quando o rio esta cheio estão dentro do mato se alimentando. Os lagos e baías são os principais pontos de ação dos  pitangas, que já estão ali onde vão começar a formar seus ninhos para a fase reprodutiva.

Cantos de areia, pauleiras em meio a raseiros, ilhas, árvores e demais estruturas são as zonas de tiro mais adequadas para pincharmos os bocudos. Costumam gostar dos cantos de lagoas, já que de forma geral é ali que vão encontrar os raseiros prediletos, porem é preciso estarmos atentos a água, pois muitas vezes visualmente identificamos esses pontos em meio as límpidas águas do Guaporé. Na fase reprodutiva é possível vermos onde estão seus ninhos, demarcando a região onde encontram-se os pitangas.

Percebo que os tucunarés pitangas tem uma preferência por nado errático, na superfície zaras e sticks sempre foram as iscas que deram melhor resultado, assim como twitch baits e minows, para um trabalho de meia água, sempre abusando dos toques de ponta de vara. Muitas vezes é comum vermos os cardumes refugar as iscas, sendo necessário acharmos a forma exata que fará o pitanga atacar. Sua sensibilidade de ação o torna também uma espécie tecnicamente complicada, pois por vezes são pequenos detalhes na forma de trabalhar a isca que mudam totalmente o resultado da pescaria.

Arremessos precisos também serão importantes aliados do pescador, é necessário acertarmos os pinchos muito próximos das margens, onde estão as estruturas, por serem peixes manhosos, pequenos detalhes se tornam mais importantes do que nunca para um resultado efetivo. Os botos e ariranhas são complicadores de pontos de pesca, ao descobrirem nosso barco eles vão se aprochegar, e inevitavelmente você terá de procurar outro local, pois os tucunas param na mesma hora que os oportunistas aparecerem.

O certo é que podemos fazer grandes jornadas em busca dos agressivos tucunarés pitangas do guaporé, além de poder ter contato com uma das naturezas mais selvagens da bacia amazônica, Onças pintadas, jacaré açus, antas, enormes bandos de capivaras, e uma grande variedade de aves e passáros estarão sempre nos brindando com imagens inesquecíveis.

O cenário é de tirar o fôlego, e nada melhor que um belo local, com belos peixes, tudo que o pescador esportivo sonha para suas saídas. Guardar as imagens e os momentos é o que de melhor a pesca pode nos oferecer, pescando e soltando, fazendo nosso esporte cada vez melhor.

 

Texto: Guilherme Monteiro (Colaborador da Revista Pesca & Companhia e Pro Team Pesca Pinheiros)



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