De uma maneira geral podemos utilizar praticamente todo tipo de isca para pescar traíras, sendo que existe uma variação em função dos períodos do ano. Nos primeiros calores, elas acabam vindo para as partes mais rasas, buscando uma água um pouco mais aquecida, o que faz com que iscas de superfície e sub superfície se tornem as mais aceitas. Sapos, ratos de borracha e grubs com anti enrosco para as partes mais sujas; poppers, zaras e sticks para espelhos de água; twchit-baits e plugs de barbela curta são uma ótima opção para partes mais limpas também.

Em situações no período pós choco (após a desova) é muito natural estarem em profundidades maiores, funcionando muito bem as iscas que afundem um pouco mais, como jigs, cranks, spinner-baits e plugs com barbela um pouco maior, em especial para a pesca da Tornasol, que gosta muito de encostar-se no fundo. Iscas metálicas sempre são uma solução interessante para o peixe manhoso, tchau tchau é uma curinga que salva muitas vezes a gente, assim como spinners.

Destacamos também as iscas do tipo soft, com montagens que podem se assemelhar as para a pesca do Black Bass, como Texas e Carolina ring, down shot, entre outras. Mesmo sem chumbo, com trabalho de superfície elas vão funcionar, as chamamos de chicletinho de dentuças.

É necessário uma boa leitura da situação encontrada pelo pescador, fatores como temperatura, pressão, horário e alterações climáticas podem influenciar no tipo de ação, por vezes variando, independente da época do ano. Normalmente as traíras de modo geral gostam de um trabalho de isca lento, alternando em certas situações com pequenos toques de ponta de vara, e seus horários preferidos são no amanhecer e no entardecer, situação que se inverte no frio, pois o melhor será enquanto o sol está quente e forte. No frio ainda demos trabalhar mais lentamente ainda, pois é a única forma de despertar o instinto predador das dentuças.

Recomendo a utilização de varas de até 6 pés, com a classe entre 7 -17 libras até 12-25, ação rápida, devido a sua formação óssea na boca. Muitas vezes gerando questionamentos quanto ao uso, o líder de cabo de aço na ponta, no meu ponto de vista é indispensável para evitar perder uma isca na boca do peixe, causando além da perda, um dano muito grave ao animal. Em algumas situações é necessário líder de flúor, quando se utilizar linhas de multifilamento, principalmente em locais com muitas pedras. Quanto mais fina a linha maior a emoção da briga, aumentando também a sensibilidade, além de proporcionar arremessos mais longos.

 

Texto: Guilherme Monteiro (Colaborador da Revista Pesca & Companhia e Pro Team Pesca Pinheiros)



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