Uma verdadeira revolução nos equipamentos de pesca, as linhas de multifilamento transformaram os parâmetros de proporção, espessura e resistência, no que diz respeito a composição dos conjuntos para os mais diversos tipos de pescaria. O fato de serem bem mais fortes que as tradicionais linhas de nylon, além de não possuir praticamente nada de elasticidade, fez com que a maior parte dos pescadores acabassem migrando para este tipo de fio.

O multifilamento proporciona uma maior sensibilidade, a resposta do toque na isca é imediata, seja por ser mais fina, seja também por não ceder, e os modelos mais usuais são as 4x e as 8x, ou seja, uma trança de 4 fios e uma de 8 fios, que acabam formando uma linha só. Aqui cabe um parêntese, as de 4 fios possuem maior abrasão em relação as de 8, o que faz com que arremessem um pouco menos. Por outro lado, o fato de cada micro fio ser um pouco mais grosso, a torna mais segura que a de 8 fios, pois se apenas um destes que a compõe se romper, ou ainda ficar poído, o que é comum quando do contato com pauleira ou pedras por exemplo, poderá comprometer todo o conjunto dos fios, fazendo então com que a linha de 4x seja um pouco mais segura para este tipo de situação.

Se formos pensar o óbvio, é preciso proporcionalizar o nosso equipamento, alinhando vara, carretilha e linha, num equilíbrio entre ambas, porém nem sempre é assim. Existem situações nas quais vamos usar uma linha bem mais potente que nossa vara, e em outras ao contrário.

Na Amazônia, quando vamos em busca de tucunarés açus por exemplo, é preciso usarmos um fio mais grosso, o que fará com que a linha seja bem mais forte que a vara. Isso se dá porque o tucunaré tem muita força e potência, e apesar de usarmos varas na classe de 20 a 25 libras, é necessário um fio mais resistente e mais grosso, para evitar que entre para dentro do próprio carretel, assim como ocorre num flash, o que fará estourar a linha, e pior, perder o seu troféu. Soma-se a isso o fato de frequentemente a linha estar sendo passada entre as estruturas, como paus, e a escolha de um fio mais grosso, e portanto mais resistente lhe trará uma vantagem, evitando, ou diminuindo a chance de romper.

Já na Argentina, quando vamos atrás dos gigantes surubins pintados, a regra é praticamente inversa, pois a profundidade dos poços onde estão os pintados é muito alta, o que nos traz a necessidade de usarmos um fio mais fino, que proporcionará uma maior descida da isca, quanto mais fino o fio, mais afunda a isca. Outra situação que nos leva a ter que usar um fio mais fino é o fato de na maior parte dos pontos utilizarmos a técnica de trolling, soltando para dentro da água cerca de 100 metros ou mais de linha, o que faz com que a linha mais fina cargue mais na carretilha, e muitas vezes é necessário usarmos entre 200 e 300 metros. Neste caso, é normal usarmos varas mais potentes que a linha, quase o oposto da situação amazônica que exemplificamos acima.

Por isso é que vale aquela máxima de consultar sempre os guias locais, pois o conhecimento adquirido com a experiência é fundamental para o sucesso da pescaria. Estude bem o que é preciso para cada situação, antes da sua saída, e assim esteja mais preparado para garantir seu troféu.

Texto: Guilherme Monteiro (Colaborador da Revista Pesca & Companhia e Pro Team Pesca Pinheiros)



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