Guilherme Monteiro explica as principais diferenças entre Traira comum e Tornasol.

Fala, pescador! Hoje vamos fazer um comparativo entre as duas espécies que habitam os campos do pampa, compreendendo o Rio Grande do Sul, Uruguai e parte da Argentina. Estamos falando da traíra comum (Hoplias malabaricus) e sua parente Tornasol (Hoplias lacerdae).

Conhecida popularmente nos países vizinhos como laguneira, a Traíra é encontrada em rios, arroios, sangas, açudes, banhados, barragens arrozeiras, enfim, em quase todo o curso de água.

Já a Tornasol (lacerdae) é um trairão que divide as atenções com o ícone da pesca esportiva do Prata, o rei Dourado, sendo um peixe que atinge maiores tamanhos e também demonstrando muita força ao brigar, já que é mais encontrado em águas rápidas. Por ser mais rara, a Tornasol não é tão pescada quanto a laguneira.

Aqui nos Pampas, onde eu estou, as Traíras atingem ótimos tamanhos, em ambos os gêneros. As comuns podem chegar perto dos 6 quilos, enquanto a Tornasol chega de 9 a 12 quilos facilmente.

Guilherme Monteiro explica as principais diferenças entre Traíra e Tornasol.

Guilherme Monteiro explica as principais diferenças entre Traíra e Tornasol.

 

As diferenças entre Traíra comum e Tornasol

Um dos fatores que podemos destacar é que a Tornasol se adapta melhor a águas mais rápidas, mais frequente em rios, com um gosto especial por pedras.

Ela possui uma beleza singular, pelas tonalidades ora azuladas, ora esverdeadas, com cores metálicas bem vivas, que inclusive dão origem ao apelido.

Sua cabeça é alongada e com bico mais fino, tem uma lista sensorial bem mais forte, além da diferença embaixo da mandíbula, como qualquer outro trairão.

No que tange aos locais, o principal fator que a difere é a sua presença em entradas ou saídas de corredeira, dividindo por vezes o espaço com Dourados, além de gostar muito dos fundos de pedra.

A traíra comum, por outro lado, possui uma ampla variedade de subgêneros, e as mais encontradas são as rajadas, as esbranquiçadas, esverdeadas e, por vezes, pretas.

Ela tem o hábito de ficar em meio aos capins, aguapés e demais vegetações, principalmente em açudes e barragens arrozeiras. Encontrar ambas num mesmo local é possível, porém incomum.

O gênero de Traíra comum é mais lento, não tem o mesmo comportamento da Tornasol, seu habitat é outro.

Os exemplares não chegam nem perto em medida; as comuns bem grandes podem, no máximo, se aproximar dos 70cm, enquanto Tornasois atingem a incrível marca de 1 metro, as diferenciando bastante neste aspecto.

Após o pescador conhecer o trairão do Prata, se tornará fácil distinguir das dentuças comuns.

O certo é que seja comum, seja a Tornasol, pescar traíras é bom demais e soltá-las vivas é melhor ainda.

Faça sua parte, pesque e solte sempre.

Boas fisgadas.

 

Texto: Guilherme Monteiro (Colaborador da Revista Pesca & Companhia e Pro Team Pesca Pinheiros)

 


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