Pescador segurando robalo gigante dentro do rio. Confira a matéria sobre conservação de espécies!

Em diversos países, o segmento de pesca esportiva é um importante parceiro na obtenção de amostras e informações bio-ecológicas de peixes. E este cenário começa a se tornar real também no Brasil.

Em uma parceria que se iniciou em 2013, na região de Cananéia-Iguape, em São Paulo, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus Experimental de Registro/SP e pescadores esportivos estabeleceram uma pesquisa participativa para obtenção de dados de tamanhos e marcação de robalos. Em 2016, esta atividade foi expandida para o estado do Paraná, onde a parceria do Instituto Meros do Brasil, Museu de História Natural Capão da Imbuia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, associações e clubes de pesca esportiva e empresas do setor de pesca tem tornado viável a realização do projeto.

Com o sucesso do Projeto Robalos na região sul-sudeste do Brasil, uma nova parceria foi estabelecida este mês no Estado de Sergipe. O Projeto Robalo e o Projeto Meros do Brasil fecharam acordo com a Sergipe Sport Fishing, no qual o guia Thiago Moraes será o responsável pelo desenvolvimento de marcação externa e coleta de amostras genéticas de diversas espécies comerciais, muitas delas ameaçadas, como o mero (Epinephelus itajara – pesca proibida em todo o território nacional), caranha (Lutjanus cyanopterus) e o tarpão (Megalops atlanticus), também conhecido como rei de prata. Esta pesquisa participativa também incluirá os robalos (gênero Centropomus) e tem autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para ser realizada, inicialmente, nos estuários dos estados de Sergipe e Alagoas.

Os pesquisadores do Projeto Robalos e Meros do Brasil preveem também a confecção e publicação de um guia de boas práticas para pesca esportiva, também conhecida como pesque-solte. Neste guia, dicas de como manusear, pesar e fotografar os peixes serão ilustradas, reduzindo e minimizando o estresse sofrido pelos peixes durante as capturas, com vistas à sua sobrevivência após a soltura.

Projeto Meros do Brasil é realizado pelo Instituto Meros do Brasil em parceria com nove instituições de ensino e pesquisa comprometidas com a conservação marinha ao longo da costa brasileira. O PMB conta com o patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental

Fonte: Meros do Brasil

 


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